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03/11/2009 - PERASHÁ - Vaierá
Porção Semanal da Torá: Bereshit (Gênesis) 18:01 - 22:24 Avraham, no terceiro dia após seu Brit Milá, sentou-se fora de sua tenda à espera de visitantes a quem pudesse estender sua hospitalidade. Enquanto falava com o Todo-Poderoso, chegaram três visitantes (na verdade, 3 anjos de D’us). Avraham interrompe sua conversa com o Criador e os convida para uma refeição. Um dos anjos lhe informa que dentro de um ano Sara, sua esposa, dará à luz um filho, Ytschak (Isaac).
D'us diz a Avraham que irá destruir Sodoma por causa de sua absoluta perversidade (esta cidade é a origem da palavra sodomia). Avraham pede a D'us que poupe Sodoma caso haja 10 pessoas justas morando lá, mas não tem sucesso pois não havia 10 pessoas corretas na cidade. Lot (o sobrinho de Avraham) escapa da destruição com suas duas filhas.
Outros acontecimentos: Avimélech, rei dos Filisteus, quer se casar com Sara (a esposa de Avraham); o nascimento de Ytschak; Avraham e Avimélech fazem um pacto em Beer Shéva ; Avraham é ordenado por D'us a pegar seu filho, Ytschak e sacrificá-lo (Akeidát Ytschak); por fim, o nascimento de Rivka (Rebeca), a futura esposa de Ytschak.
Quer saber a recompensa por ouvir e cumprir os mandamentos do Todo-Poderoso? Foi isto que D'us disse a Avraham: "... com certeza o abençoarei e farei multiplicar seus descendentes como as estrelas do céu e como os grãos de areia da praia; e seus descendentes derrotarão seus inimigos. E todas as nações da Terra serão abençoadas através de seus descendentes, por você ter ouvido Minha voz".
Dvar Torá: baseado no livro Growth Through Torah, do Rabino Zelig Pliskin
Avraham convidou os três visitantes para uma refeição usando as seguintes palavras: “Vou buscar uma porção de pão que poderá sustentá-los, e depois podem seguir sua jornada”
Todavia, Avraham não serviu apenas pão, mas sim um magnífico banquete. Por que ele usou esta forma de convite tão humilde? Será que um convite mais descritivo não seria mais atrativo e apetitoso?
O Talmud (Baba Metsia 87a) aprende deste versículo o princípio de que as pessoas íntegras e corretas falam pouco e fazem muito. Os perversos, por seu lado, falam muito e fazem pouco (como leremos na porção semanal da semana que vem, em que Efron prometeu muitas coisas a Avraham, quando Avraham procurava um local para enterrar sua esposa, Sara, mas foram promessas que se revelaram falsas.).
O Rabino Yeruhem Levovitz, da Yeshivá de Mir (Polônia, 1874-1936), explicou que falar sobre aquilo que se pretende fazer não é positivo. Pelo contrário, é supérfluo e, às vezes, contra produtivo. Falar é mais fácil que fazer e gera expectativas. E aí, então, mesmo com a melhor das boas intenções, coisas podem acontecer e impedir que o plano se materialize.
É verdade que é prazeroso falar sobre o bem que se pretende fazer, mas é um modo barato de conseguir honra e aprovação. Falar muda o foco de se fazer o bem apenas com este objetivo, para o de fazer o bem visando receber aprovação e respeito – e há aqueles que fazem promessas grandiosas e, depois, esquecem, causando grandes dores e mágoas.
Retirado do Meor HaShabat
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