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01/05/2008 - PERASHÁ - Kedoshim
Mensagem da parashat - Vida de santidade E falou o Eterno para Moshé dizendo: “Fala a toda congregação de Israel e lhes dirás: Santos sereis, pois Santo sou Eu, o Eterno, vosso D’us”. Aparentemente, a ordem divina é clara: “Santos sereis” – vocês devem ser santos. Mas, com um segundo pensamento, surge a pergunta: O que é, realmente, santidade? Como nos tornamos santos? Para que nos tornemos santos é necessário sair em direção a desertos e se isolar em conventos? Para alcançar a santidade devemos nos afastar do convívio com outras pessoas, da multidão barulhenta e da vida prática. Será possível viver a vida moderna, em convívio com outras pessoas, no âmbito familiar e nos tornarmos e permanecermos santos? Santidade e vida são termos contraditórios ou, talvez, complementam e protegem um ao outro? A continuação da parashá nos dá uma direção e uma resposta a essas perguntas, assim como a pergunta – o que é santidade judaica – para diferenciar da “santidade” de outras religiões. A santidade judaica não significa abstenção ou ruptura, rompimento. A santidade judaica é contato e ligação, unificação com a vida, à ação, à família e a tudo que existe no mundo. Na continuação da parashá encontraremos muitas mitzvot que tratam sobre o auxílio aos necessitados, ao próximo, à viúva e ao órfão, a realização de um julgamento justo, a proibição do roubo e da mentira, do respeito aos idosos, a proibição de mexericos e calunias e leis sobre a honra e respeito da família – tudo isso corresponde à santidade judaica. O seu ápice é “Amarás a teu próximo como a ti mesmo, Eu sou o Eterno”. Na próxima semana estaremos comemorando o 60o aniversário da Independência de Medinat Israel – o Estado de Israel. Ontem, 5a feira, lembramos e fizemos recordar a todos o Yom Hashoá – o dia do Holocausto e da Bravura, quando trazemos à memória que os nazistas tentaram exterminar todo o povo judeu. Das cinzas, após os terríveis acontecimentos, alcançamos o privilégio de conseguir um Estado e o renascimento, de muita bondade e justiça nos últimos sessenta anos. A santidade judaica é a santidade de vida – e vida de santidade. Uma santidade como essas será o caminho mais correto e mais digno para continuar o caminho dos seis milhões de santos – e nós somos a continuidade de suas histórias – somos o objeto de seus sonhos, os continuadores de seu caminho, na vida e na terra.
Shabat Shalom!
Escrito por Rav. Netanel Tzippel
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