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25/06/2008 - PERASHÁ - Kôrach
Esta porção semanal é eletrizante! Ocorrem duas rebeliões. Na primeira, Kôrach, um Levita que não foi escolhido para a liderança de sua Tribo, desafia Moshe sobre quem deveria assumir o posto de Sumo-sacerdote. Nenhuma rebelião pode ser ‘vendida’ com sucesso se seu único motivo for um meio para ganhos pessoais. Portanto, Kôrach convence 250 homens de renome de que deveriam se posicionar ao seu lado por uma questão de princípios: cada um deles teria direito ao posto de Sumo-sacerdote (para o qual Moshe havia anunciado que D'us designara seu irmão Aharon para assumi-lo).
Fascinantemente, todos os 250 seguidores de Kôrach aceitaram o desafio proposto por Moshe, de trazerem uma oferenda de incenso para confirmar quem D'us escolheria para preencher aquela posição. Isto significava que cada um dos 250 homens realmente acreditava que seria o escolhido e que sobreviveria ao teste. Moshe anunciou que, se a terra se abrisse e engolisse os rebeldes, este seria o sinal de que ele (Moshe) estava agindo sob as ordens de D'us e não por vontade própria. E assim aconteceu!
No dia seguinte, toda a Congregação de Israel se insurgiu numa segunda rebelião, acusando Moshe: “Você causou a morte do Povo de D'us!” O Todo-Poderoso enviou uma praga que matou 14.700 pessoas e que só cessou quando Aharon fez uma oferenda de incenso, demonstrando, assim, que não foi a oferenda em si que matou os 250 seguidores de Kôrach, mas sim a decisão do Todo-Poderoso em relação àqueles que se rebelaram.
Para resolver a questão de uma vez por todas, Moshe ordenou a cada chefe das Tribos trazer uma vara, com seus nomes gravados nelas. Na manhã seguinte, somente a vara de Aharon havia florescido, dando brotos e amêndoas. Ao Povo foi mostrado este sinal.
A vara de Aharon foi, então, colocada na Arca Sagrada como testemunho para todos os tempos.
Dvar Torá: Perashá Korach (baseado no livro Growth Through Torah, do Rabino Zelig Pliskin) Em resposta à rebelião de Kôrach, Moshe respondeu de uma forma muito dura. A Torá declara: “Moshe disse: ‘Com isto vocês saberão que o Todo-Poderoso foi Quem me enviou e que não fui eu quem inventou tudo (Bamidbár 16:28)”. Moshe então comunica a Kôrach e seus seguidores que eles iriam falecer de uma morte não natural (versículos 16:29-35).
Isto poderia parecer muito cruel por parte de nosso líder máximo. Para explicar a reação de Moshe, o Rabino Moshe Alshich (Tsfat, Israel, 1508-1593) trouxe a seguinte analogia: um médico vê a necessidade de amputar a mão ou o pé de uma pessoa para que uma doença não se espalhe. Embora pareça algo cruel, na verdade é um ato de bondade, pois salvará a vida do doente. De maneira similar Moshe constatou que a rebelião de Kôrach estava se espalhando e que ele já tinha 250 seguidores. Para poder salvar o restante da nação, Moshe, com sua compaixão por todos os demais, teve de utilizar medidas severas.
A verdadeira bondade pode nos obrigar, às vezes, a utilizarmos abordagens que podem parecer muito severas. Entretanto, o fator chave a ser considerado é a nossa motivação em relação à situação. Por exemplo: se alguém vê uma criança brincando com uma lâmina de barbear e a tira dela, a criança provavelmente chorará e achará esta pessoa muito cruel. Entretanto, somente alguém apático ou insensível permitiria que a criança continuasse a brincar com a gilete.
Utilizar medidas duras quando não são absolutamente necessárias é cruel. Falhar em usar medidas duras quando são a única abordagem disponível para salvar alguém também é cruel. A pessoa que é verdadeiramente bondosa irá ponderar cuidadosamente cada situação para ver o que é necessário fazer a cada momento.
Retirado do Meor HaShabat
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