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05/08/2008 - PERASHÁ - Devarim
Nessa semana começamos o quinto Livro da Torá, Devarim (chamado Deuteronômio, em grego). O livro é o discurso de Moshe antes de sua morte. Moshe rememora a história de 40 anos de andanças pelo deserto e repreende o Povo Judeu para que aprenda de seus erros. É sempre bom quando alguém faz uma reprimenda antes de morrer, pois as pessoas estão mais inclinadas a prestar atenção. Moshe relembra o que aconteceu no Monte Sinai, a escolha de juízes e administradores, a história dos espiões, a proibição de atacar os povos de Edóm e Moab, a vitória sobre os reis Sihón e Óg e como as terras de Guilad foram dadas às tribos de Reuven, Gad e para metade da tribo de Menashe.
Porção Semanal da Torá: Devarim Devarim (Deuteronômio) 01:01 - 03:22
Dvar Torá: - baseado no livro Growth Through Torah, do Rabino Zelig Pliskin
Esta Porção Semanal inicia-se com as palavras: “Estas são as palavras que Moshe falou para todo o Povo de Israel (Deuteronômio 1:1).” A Torá então enumera o que parece ser uma relação dos lugares por onde o Povo Judeu passou durante os seus 40 anos no deserto. O livro Sifri (explicações sob a Torá) explicou que por respeito ao Povo Judeu, Moshe aludiu às transgressões que cometeram sem ser explícito, citando apenas o local onde ocorreram. O que podemos aprender disto? Explicou o Rabino Yehuda Leib Hasman (Lituânia e Israel, 1869-1935), o famoso diretor da Yeshivá Hevron em Israel, que uma pessoa que está sinceramente interessada em aprimorar-se e crescer espiritualmente precisa apenas de uma dica sutil de que fez algo errado para perceber que precisa melhorar. Uma pessoa assim procura por oportunidades de fazer mudanças positivas em si mesma e usa suas habilidades para pensar como preencher os detalhes, quando alguém lhe dá a dica de que fez algo equivocado. O Povo Judeu precisa apenas de uma dica. A meta da vida é aprimorarmo-nos e sermos o melhor que pudermos. Da mesma maneira que uma pessoa interessada em tornar-se rica aproveitará qualquer dica que possa lhe trazer algum benefício financeiro, assim devemos procurar dicas que nos ajudem a progredir espiritualmente. O Rabino Israel Salanter (Lituânia, 1810-1833), fundador do movimento Mussár (voltado para o crescimento moral, pessoal e ético das pessoas), certa vez perguntou a um sapateiro por que estava trabalhando até tão tarde da noite e com uma vela quase se apagando. Respondeu o sapateiro: “Enquanto a vela estiver acesa é possível trabalhar, consertar e corrigir”. O Rabino Salanter fez então o seguinte paralelo: “Enquanto a luz de nossas almas estiver acesa, devemos fazer todos os esforços para ‘trabalhar, consertar e corrigir’.“
Retirado do Meor HaShabat
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