|
23/09/2008 - PERASHÁ - Netzavím
Devarim 29:09-30:20
No dia de sua morte, Moshe reuniu todo o Povo Judeu e ratificou o Pacto Divino, confirmando o Povo de Israel como o Povo Escolhido por D’us por todas as gerações futuras, com seus direitos e responsabilidades. Moshe deixou claras as conseqüências da rejeição a D’us e Sua Torá, bem como a possibilidade do arrependimento. Reiterou que a Torá está à disposição de todas as pessoas interessadas.
Netzavím conclui com talvez a mais poderosa e clara declaração em toda a Torá sobre o objetivo da vida e a existência do livre-arbítrio: “Coloquei, hoje, diante de vocês, a vida e o bem, a morte e o mal ... a benção e a maldição. Portanto, escolham a vida para que possam viver, vocês e seus descendentes”.
Dvar Torá: Um Pensamento Especial para Rosh Hashaná...
Há um Midrash (um comentário sobre a Torá em forma de parábola) sobre um homem de negócios bem-sucedido que encontrou um antigo colega que estava passando por um período economicamente muito difícil. O antigo colega implorou ao homem de negócios por um empréstimo substancial para poder ‘dar a volta por cima’. No final, o homem de negócios concordou com um empréstimo por 6 meses e deu ao seu antigo colega o dinheiro. Ao final dos 6 meses, o homem de negócios foi buscar o dinheiro. Seu antigo colega lhe entregou toda a soma, até o último centavo. Entretanto, o homem de negócios percebeu que eram exatamente as mesmas moedas que havia emprestado ao colega. Ele ficou furioso! “Como você se atreveu a pegar emprestado um soma tão grande e nem utilizá-la? Eu lhe emprestei o dinheiro para você melhorar a sua vida!” O antigo colega ficou emudecido.
De modo similar, o Todo-Poderoso dá a cada um de nós uma alma. Ele não quer que a devolvamos ao final de nossos dias nas mesmas condições que a recebemos. Ele quer que nos melhoremos, que aprimoremos as nossas almas ao cumprir as Mitsvót (os 613 mandamentos da Torá). Está em nossas mãos sentarmos antes de Rosh Hashaná e fazermos uma lista do que precisamos corrigir em nossas vidas, entre nós e nossos semelhantes, nós e D'us e nós e nós mesmos!
Um antigo sábio, chamado Rabino Zússia, estava deitado em seu leito de morte, rodeado por seus alunos e discípulos. Estava chorando e ninguém conseguia confortá-lo.
Um aluno perguntou-lhe: “Rebe, por que está chorando? O senhor é quase tão inteligente como Moshe e tão bondoso quanto Abraão!”
O Rabino Zússia respondeu: “Quando partir deste mundo e comparecer ante o Tribunal Celestial, não irão me questionar: ‘ Zússia, por que você não foi inteligente como Moshe ou bondoso como Abraão? ’. Pelo contrário, irão me perguntar: ‘ Zússia, por que você não foi como Zússia?’ Por que não exerceu seu potencial, por que não seguiu a trajetória que era a sua própria?”
Em Rosh HaShaná confrontamos nosso potencial como seres humanos, mas, igualmente, como Judeus. Permitamo-nos, cada um de nós, usar esta oportunidade para reavaliar nossas vidas, nossos potenciais e nosso compromisso com D'us, com nossa Torá, nosso Povo e nós mesmos!
Em nome de todos do Aish HaTorá, gostaria de desejar a você e toda sua família um belo e doce Ano Novo, repleto de bênçãos Divinas de saúde, alegria e sucesso. Que o seu Rosh HaShaná seja significativo, importante e inspirador, e que possamos escutar apenas boas notícias!
Retirado de Meor HaShabat
|