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29/04/2009 - PERASHÁ - Aharei Mot - Kedoshim
Porção Semanal da Torá: Vaikrá (Levíticus) 16:01 - 20:27
Aharei Mót relata o serviço de Yom Kipur, onde o Cohen Gadol faz um sorteio para designar 2 bodes: um para servir como oferenda e o outro para ser levado a um local chamado Azazel, após ele - o Sumo Sacerdote - ter confessado todos os pecados do Povo sobre este korban (oferenda). O bode mandado para Azazel, simbolicamente, levava embora todos os pecados do Povo de Israel.
Depois disto, a Torá decreta as leis referentes à sexualidade - com quem não podemos casar ou ter relações sexuais. Se alguém concorda que a meta da vida é santificar-se, aprimorar-se e assemelhar-se ao máximo à imagem de D'us, então ele/ela poderá concordar que é impossível fazer 'festinhas' de noite e ser espiritual de dia.
A Porção Semanal de Kedoshim convoca os filhos de Israel a se santificarem! Daí, então, continua com as diretrizes espirituais sobre como adquirir santidade e proximidade ao Todo Poderoso. Dentro delas estão os segredos e as receitas para a continuidade do Judaísmo. Se qualquer grupo de pessoas quer sobreviver como uma entidade, deve ter metas e valores em comum. Analisando esta porção da Torá, aprenderemos muito sobre nosso destino pessoal e como nação.
Dvar Torá: baseado no livro Growth Through Torah, do rabino Zelig Pliskin
A Torá declara: "Ame seu próximo como a si mesmo, Eu sou o Todo-Poderoso" (Vaikrá 19:18). Por que o mandamento para amarmos nosso semelhante vem seguido das palavras "Eu sou o Todo-Poderoso"?
O grande rabino Moshe Sofer, conhecido como Hatám Sofer (Hungria, 1762-1839), explicou que apesar deste mandamento ser algo que podemos entender e praticar a partir de nosso próprio intelecto, a Torá nos diz para amarmos o próximo porque esta é a vontade de D'us.
Se nosso amor por outras pessoas estiver baseado apenas em nossos sentimentos, logo poderão aparecer sinais de inconsistência: Um dia poderemos nos sentir de maneira positiva em relação a alguém e no dia seguinte, mudar de idéia. Entretanto, a Torá declara que o Todo-Poderoso nos ordenou a amar os demais sempre. Devemos desenvolver atitudes positivas para com os outros, por exemplo, ao focalizar suas virtudes, seja isto algo fácil ou não.
Todos concordam que é uma boa idéia amar o próximo, mas como D'us pode exigir isto de nós? Afinal, alguns de nós têm vizinhos que são terrivelmente difíceis de se apreciar! Mas, se o Todo-Poderoso ordenou, então deve ser possível. Se alguém pergunta a uma mulher grávida se ela amará seu bebê, ela pensará que o sujeito que perguntou está louco, e responderá "É lógico que sim!" Então ele poderia perguntar: "Como você sabe? Talvez o bebê seja igual à sua vizinha, com quem você discute sempre!?"
Uma mulher grávida sabe que irá amar o seu nenê porque se dedicará a amá-lo. E se o garoto crescer e tornar-se um adolescente problemático, expulso do colégio e que não arruma sua cama? Ela ainda assim o amará! A mãe sempre focaliza nos pontos positivos: "Ele tem um bom coração, uma personalidade doce! Ele me ajuda quando peço, etc."
Em resumo: Se fizermos uma lista das características positivas de alguém e nos concentrarmos nela, com certeza poderemos gerar bons sentimentos em relação a esta pessoa!
Retirado do Meor Hashabat
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