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24/06/2009 - PERASHÁ - Kôrach
Porção Semanal da Torá: Bamidbar (Números) 16:1 - 18:32
Esta porção semanal é eletrizante! Ocorrem duas rebeliões. Na primeira, Kôrach, um Levita que não foi escolhido para a liderança de sua Tribo, desafia Moshe sobre quem deveria assumir o posto de Sumo-sacerdote. Nenhuma rebelião pode ser ‘vendida’ com sucesso se seu único motivo for um meio para ganhos pessoais. Portanto, Kôrach convence 250 homens de renome de que deveriam se posicionar ao seu lado por uma questão de princípios: cada um deles teria direito ao posto de Sumo-sacerdote (para o qual Moshe havia anunciado que D'us designara seu irmão Aharon para assumi-lo).
Fascinantemente, todos os 250 seguidores de Kôrach aceitaram o desafio proposto por Moshe, de trazerem uma oferenda de incenso para confirmar quem D'us escolheria para preencher aquela posição. Isto significava que cada um dos 250 homens realmente acreditava que seria o escolhido e que sobreviveria ao teste. Moshe anunciou que, se a terra se abrisse e engolisse os rebeldes, este seria o sinal de que ele (Moshe) estava agindo sob as ordens de D'us e não por vontade própria. E assim aconteceu!
No dia seguinte, toda a Congregação de Israel se insurge numa segunda rebelião, acusando Moshe: “Você causou a morte do Povo de D'us!” O Todo-Poderoso envia uma praga que mata 14.700 pessoas e que só cessa quando Aharon faz uma oferenda de incenso, demonstrando, assim, que não foi a oferenda em si que matou os 250 seguidores de Kôrach, mas sim a decisão do Todo-Poderoso em relação àqueles que se rebelaram.
Para resolver a questão de uma vez por todas, Moshe ordena a cada chefe das Tribos trazer uma vara, com seus nomes gravados nelas. Na manhã seguinte, somente a vara de Aharon havia florescido, dando brotos e amêndoas. Ao Povo foi mostrado este sinal.
A vara de Aharon foi, então, colocada na Arca Sagrada como testemunho para todos os tempos.
Dvar Torá: baseado no livro Growth Through Torah, do rabino Zelig Pliskin
Quando Moshe repreendeu Kôrach por almejar o Sacerdócio, ele concluiu: “Portanto, você e sua congregação estão contra o Todo-Poderoso. E Aharon, quem é ele para que vocês reclamem dele? (Bamidbar 16:11)”. O que Moshe quis dizer com “E Aharon, quem é ele?”
O Rabino Shlomo Kluger (Polônia, 1786-1869) explicou uma interessante psicologia: quando uma pessoa abusa verbalmente de alguém muito distinto e depois difama uma pessoa comum, esta pessoa comum não ficará muito ofendida. Isto é o que Moshe estava dizendo a Kôrach: “Como você está na verdade reclamando contra D’us, como podem suas palavras magoar Aharon? Ele facilmente ficará indiferente às suas palavras ao ver que você tem queixas contra D’us também”.
Nossa lição: Ao entramos em contato com uma pessoa muito crítica, não devemos nos ofender com o que ela diz. Este é o jeito como se comporta com todos e, portanto, não há motivo para levá-la para o lado pessoal. Perceba que o problema está nela, não em nós, e nos livraremos de qualquer possível sentimento de mágoa pelo que ela fala.
Retirado do Meor HaShabat
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